quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

como posso ajudar o meio ambiente ?

> SACO É UM SACO <

PRA CIDADE, PRO PLANETA, PRO FUTURO, PRA VOCÊ
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Quantas sacolas você já usou este ano?
Perdeu as contas? A natureza continua contando!
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Por
ano, são consumidas e descartadas na natureza mais de 500 bilhões de
sacolas plásticas em todo o mundo. Elas entopem bueiros, agravam
enchentes, causam a morte de animais, além de afetar a paisagem de
cidades, florestas e rios.
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Como reduzir o consumo? Veja algumas dicas.
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>>> Dica 1: NEM TODO LIXO PRECISA DE SACO
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Separe
o lixo de sua casa e depois os materiais recicláveis diretamente nos
coletores específicos. Assim serão necessários menos sacos plásticos
para destacar o lixo.
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>>> Dica 2: TOME UMA ATITUDE, INVENTE MODA
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Mudar
um hábito não precisa custar caro. Que tal reciclar aquela sacola de
compras antiga ou costurar uma nova com aquela calça jeans que você não
usa mais?
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>>> Dica 3: MENOS EMBALAGEM, MENOS SACOLA
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Fique
atento ao tamanho das embalagens dos produtos que você consome. Quanto
menos embalagens, menos sacolas você precisará para carregar seus
produtos.
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>>> Dica 4: OUTROS SACOS PODEM SER SACOS DE LIXO
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Sacos de arroz, feijão, açucar, ou aqueles saquinhos das verduras também podem ser utilizados para o lixo.
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FONTE:
Folheto do Ministério do Meio Ambiente / Governo Federal
www.sacoeumsaco.com.br

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

JUNIOR Caio Prado: O que é filosofia. JUNIOR Caio Prado: O que é filosofia. São Paulo: Brasiliense, 28º reimpressão


O que é filosofia - Caio Prado Jr.(resumo)

Resumo do livro

Que é Filosofia?

INTRODUÇÃO

Este trabalho é um pequeno resumo sobre o livro de Caio Prado Jr., O que é filosofia. Uma das finalidades do livro é esclarecer a diferença entre ciência e filosofia, sendo essa diferença algo sutil ao ponto de o leitor não concentrado não entender a diferença. A ciência é um conhecimento sistematizado sobre um determinado experimento empírico da realidade e a filosofia é o conhecimento do conhecimento e não a extensão das ciências. Nele também há uma discursão sobre a distinção entre as filosofias de Platão e Aristóteles ao qual, a filosofia do primeiro tem um caráter 'mais literário' e a do segundo, um sentido 'mais científico'.

De acordo com o livro de Caio Prado Jr., filosofia é o conhecimento do conhecimento, como já foi dito. O que é Filosofia é um livro de leitura não muito fácil digamos

Assim de se entender, pela sua linguagem.

Filosofia e ciência são diferentes embora quanto à perspectiva em que respectivamente se colocam, e ao método, ou antes, estilo que adotam, se ocupariam uma e outra da mesma realidade universal. A ciência ocupando-se com dados experimentais colhidos na consideração direta das feições e ocorrências da realidade. A filosofia como idéias, diríamos melhores conceitos ou representações mentais daquela realidade exterior carregada pela experiência.

O que é filosofia?

Neste Livro cada autor expressa posições contraditórias e ilustrativas.Alguns textos não combinam e nem entrosam entre si, essa situação é normal e justificável. A filosofia seria: uma especulação infinita etorno de qualquer assunto ou questão. Há quem afirme não caber a filosofia "resolver" e sim propor problemas, fazer perguntas cujas respostas não tem interesse, com o fim de estimular a reflexão e a curiosidade. A filosofia não passa de "ginástica" do pensamento.Parte da especulação filosófica confirma que em nossos dias esse ponto de vista não é verdadeiro. A filosofia se confunde com a literatura, proporcionando, aos leitores ou ouvintes que são os profissionais do pensamento. com todo interesse que possa representar.

Para a filosofia literária é necessário que com ela se desenvolva outro teor que dê resposta como a ciência e o conhecimento em geral.

A filosofia em conjunto trata dos assuntos de que se ocupa, variados com todo a sua confusão e hermetismo de seus textos vazados em linguagem acessível. A filosofia encontra ressonância por si para comprovar questões que dizem muito com interesses e aspirações humanas que devem, ser atendidos e não frustrados pela ausência de objetivo e rumo seguro.

A filosofia é tida como uma complementação da ciência e da elaboração cognitiva em geral. A ciência social é um conhecimento empírico e solidário da observação e experimentação. Já a ciência física e seus sistemas conceptuais que cobrem e compreendem representando-os em diversificados aspectos da realidade universal. Isso nos mostra que a filosofia não é e não pode ser simplesmente o prolongamento científico

A filosofia será outra coisa, ou então não tem razão de existir, pelo objeto, pela matéria, Se o objeto da filosofia é identificar o mesmo que o das ciências, e a própria ciência, daria conta da tarefa. A elaboração do conhecimento não segue caminhos diversos, um seria ordinário da ciência, outro a elaboração cientifica que se realiza através de métodos. A ciência cabe como objeto, a realidade, é conhecimento. Os tratados usuais da lógica elementar. Trata-sede técnicas de investigação e exame dos fatos.

Teoria do conhecimento, disciplinas que constituem segundo consenso generalizado. A teoria ocupa um lugar secundário.

A pretensão da filosofia é de se ocupar com assuntos da alçada da ciência. A filosofia se ocupa dos objetos da ciência, das feições e fatos do universo e da física moderna.

A filosofia resultou em vestir hipóteses científicas de trajes filosóficos confirmando a expressão de P.Franck.

O conhecimento da realidade universal se apresenta na conceituação na base da experiência do individuo pensante as feições e ocorrências da realidade. O instrumento dessa atividade é o pensamento, que se volta sobre si próprio. Trata-se de uma posição que crítica de um modo geral a segurança pela linguagem discursiva. Contexto geral do processo cognitivo, alcançar o fim primordial, de determinar e orientar o comportamento do homem.

Pensamento em estado puro não existe. Essa situação é por sua própria natureza fonte de confusão entre as duas esferas, a subjetiva e a objetiva ; esclarecedora dessa confusão, é o conceito "matéria" que vem constituindo através dos séculos as partes que não conseguem fixar com clareza o que está sendo debatido.

O desenvolvimento tem suas raízes na consideração de "matéria" que se mesclam em proporções várias, a perspectiva e o conceito, se trata de contrastar o conceito, um sistema conceptual.

A divergência é muito mais profunda, pois diz respeito á localização por matéria, poderia referir e representar. Os filósofos julgam sempre ao se referir de matéria, tratando de objetos exteriores ao pensamento, constituindo um fato, um conceito.

A confusão entre esfera subjetiva e objetiva vai dar projeção da conceituação no mundo exterior ao pensamento. Esse fato tem papel essencial no desenvolvimento histórico do pensamento humano. O comum das concepções gerais da realidade no nível da filosofia e da ciência é influenciado pela inversão idealista a qual se recria no exterior do pensamento.

Nos padrões conceptuais, o mais importante é a linguagem discursiva, na qual a razão principal é a concepção ordinária do Universo por estruturas verbais. A estrutura gramatical do sujeito e do predicado, seus elementos constituintes essenciais substantivos que se farão nas coisas e entidades e os adjetivos que serão qualidades que se revestem; verbos designarão a ação das coisas e entidade.

Na consideração atenta do desenvolvimento histórico da filosofia, encontramos a comprovação de que o verdadeiro objeto é o conhecimento entre si e também que a filosofia tem duas origens: o pensamento e a elaboração, que diz respeito á substância. Os pensadores gregos que se preocupam com a substância investigam disposição e comportamento, tais fatos representados através do simbolismo matemático.

Uma nova geração de pensadores mais maduros que segue esses precursores e se inaugura na segunda metade do século VI a.C. As multiplicidades e instabilidades das feições naturais serão atribuídas a ilusão, onde se encontram a uniformidade e permanência. Seja qual for a natureza atribuída ao principio unificador, ele disfarça em ultima instância. A solução da uniformidade na multiplicidade é transferir para o plano do pensamento do homem, exibindo assim a natureza do que seria a filosofia e seu objeto.

A Filosofia platônica se resume na observação de Raphael Demos na vida da razão, fazendo dela um mundo supra-sensível. E foi a compreensão desse processo que permitiu a Platão abrir as perspectivas para a formulação da lógica formal, foi desenvolvida por se sucessor Aristóteles, constituiu em continuar a linha de desenvolvimento do pensamento com grande sucesso.

Já Platão exterioriza suas idéias e lhes concede uma existência extra-humana. Ele faz suas idéias procurando determinar sua estruturação, a disposição relativa em conjunto. Isso significa na realidade análise do conhecimento e da sistemática conceptual. Platão marcou, a distinção entre conhecimento e conhecimento do conhecimento. Ele inverte a ordem de precedência.

Aristóteles, que introduziu com sua obra o grande mal-entendido que, passou por séculos, os pensamentos filosóficos e científicos. Aristóteles elimina a distinção estabelecida por Platão. Trazendo as idéias platônicas da esfera supra-sensível em que se encontravam para as coisas do mundo sensível, confunde assim o objeto do conhecimento com o conhecimento como objeto. E Platão separa as idéias das coisas sensíveis que não seriam cópias deformadas da realidade. Aristóteles integra idéias nas próprias coisas da realidade sensível. Para ele, o que Platão designa por idéias não são mais que diferentes maneiras com que percebemos as coisas e com isso Aristóteles destaca o misticismo platônico Em linguagem mais atualizada, os conceitos e a conceituação com que representamos a realidade exterior ao pensamento, consiste em projetar as operações e fatos mentais. Essas representações se elaboram a partir da realidade exterior. A inversão idealista consiste em levar essas idéias e conceitos que são aquelas feições e ocorrências, e sim a sua representação no pensamento.

Aristóteles, viciará a Filosofia subseqüente, com os hábitos ordinários de pensar de ver e interpretar as coisas generalizando. Ele desenvolve seu pensamento, as conclusões a que chega e as conseqüências a que por ela é levado. Já Platão que é seu mestre, concentrara a "uniformidade e permanência". Platão procedera, no depoimento do próprio Aristóteles porque "se existe a ciência e o conhecimento de algo, devem existir outras realidades além das naturezas sensíveis; realidades estáveis, pois não há ciência daquilo que está em perpétuo fluxo". Para Aristóteles existem também outras realidades, ao alcance da percepção sensível, que se trata de conhecer e compreender.

Aristóteles afirma que é da graça aos princípios e com os princípios que os conhece o resto. E no esquema platônico, os princípios ficariam restritos ao mundo. Então é preciso substituir o esquema platônico, e abrir caminho para comunicar o setor estável da realidade onde se situam o conhecimento e os princípios. Aristóteles vai buscar no exame do discurso a linguagem discursiva, informando-se dialetos de seus antecessores na matéria e nos diálogos de seu mestre Platão. Aristóteles necessitava para realizar sua almejada, o entrosamento e seqüência verbal coerente, ele procurava a sistematização dos conhecimentos do seu tempo e entrosamento dedutivo da expressão verbal e pretendia embora sem muito discernimento do que realizava o entrosamento dedutivo daqueles baseados na experiência sem caráter cientifico empíricos dentro da sistemática conceptual, e sua expressão verbal, Aristóteles julga que uma explicação verdadeira não pode ser senão racional. Ele de fato realiza a organização e integração da conceituação de seu tempo, no que hoje seriam a física, a astronomia, a biologia, etc. A atenção dele em uma tal tarefa estará voltada, para aquela sistemática conceptual e sua estrutura, procurando alcança-la pela aplicação do seu método. Mais o que a obra de Aristóteles não oferece é um exemplo de modelo de aplicação da lógica na empírica. O interesse dele e a contribuição que oferece se fixam no conhecimento em si. O objeto é assunto de que Aristóteles se ocupa em seus tratados relativos aos fatos da natureza, não são essenciais tais fatos, são concebidos; os conceitos em que se enquadram e se entrosam uns com os outros. Aristóteles estará não elaborando ou expondo seus procedimentos no processo de elaboração, o que consistiria em compor nova conceituação. O significativo em sua obra deixou o papel que desempenharia na evolução do pensamento humano. Obra que constituiu a complementação e encerramento de um ciclo decisivo do pensamento humano, e que vem a ser a tarefa empreendida pelos pensadores que procederam de Aristóteles no mesmo rumo, que foram contribuindo para a ascensão do pensamento e conhecimento, que constituiu a primeira e mais primitiva etapa da evolução mental do individuo pensante que é o homem.

Aristóteles, em oposição a seu mestre acreditava chegar ao conhecimento da realidade que revelou seu método, a sua lógica. Então ele transfere a sua lógica para realidade concreta, que trata de conhecer pela aplicação do método.

A interpretação da realidade e elaboração do conhecimento e construção da ciência vem a consistir na confusão do conhecimento com o conhecimento do conhecimento, vai tratar não daquelas ocorrências, e sim do conhecimento que se tem delas. Outra característica é evolução do pensamento filosófico. Na realidade se confunde substancia, em tempo absoluto e realidade de existência concreta em si.

Com o conhecimento abre a separação de duas esferas objetiva e subjetiva do pensamento: de um lado o processo mental e de outro, a consideração dessa mesma representação mental elaborada pelo pensamento.

O domínio do homem sobre a realidade que estava realizando em ritmo acelerado com o processo da ciência moderna; dirigindo a sua ação, permite discriminar os objetos do conhecimento, e assim ele começa a se definir dentro da filosofia.

Galileu e seus sucessores, tirando objetos de alturas para o solo, fazendo rolar esferas sobre planos inclinados, constatavam seus métodos com inspiração na Metafísica aristotélica. Era preciso não somente determinar esses procedimentos, mais trazer sua justificação e reeducar-se na condução de novos métodos. As necessidades fizeram com que as estéreis manipulações verbais se reduzirem na lógica formal clássica. Abrindo assim uma nova faze para a filosofia forçando-a a se voltar para seus objetos próprios e neles se concentrar. Assim a filosofia encontrava seu caminho como conhecimento do conhecimento.

nesses termos que se propõe o problema do conhecimento, dando origem ás duas tendências para as quais se inclinam as soluções: no sentido, da valorização da atividade pensante e racional a eliminação da realidade sensível.

Os dois pólos da Filosofia moderna, o idealismo e o materialismo, têm suas raízes nessa oposição. Os materialistas, com componentes do Universo, e os idealistas, equipando o conhecimento.

Locke o pioneiro que foi do materialismo moderno deriva as idéias que constitui o conhecimento diretamente das sensações que marcariam na mente como impressões. Desse modo o materialismo, de um lado empresta o valor á experiência sensível como fator primário da elaboração, de outro lado tende a fechar as perspectivas para uma apreciação adequada da função pensante.

Os idealistas vão a sentido contrário. Em vez de exteriorizarem o conhecimento, fazendo dele algo a ser copiado pelos sentidos. Os idealistas trazem o Universo para dentro da esfera subjetiva.

A discussão de Hegel apresentará, em contraste com a velha concepção metafísica, a natureza da conceituação, a mútua ligação e entrosamento dos conceitos em sistemas de conteúdo e sentido.

Hegel com o processo de elaboração do conhecimento e formação dos conceitos trouxe a maior contribuição de todos os tempos para a elucidação do problema do conhecimento. A descrição que Hegel fez desse progresso é fantasiosa.Além disso como idealista que é, encara o progresso do conhecimento e da razão.Ele há desenvolve de tal maneira que a humanidade não é senão uma massa dele.A história da humanidade se torna a história do empírico abstrato da humanidade.

Marx que é outro símbolo da filosofia segue outro caminho, e inspirado na dialética hegeliana, faz dela o seu método que explica á consideração e interpretação da história,

Pretende orientar as circunstâncias que modelam esse determinismo, que lhe permitirá ligar dialeticamente, os termos do dilema. Marx não começa por isolar, como fazem seus predecessores. Com isso anula o homem pensante e conhecedor, deixando de lado as circunstâncias exteriores. Como fazem os idealistas e filósofos da liberdade humana do livre arbítrio. "Marx dizia:" Os filósofos não fizeram até hoje senão interpretar o mundo de diferentes maneiras. Trata-se agora de transformá-lo. Marx realiza com isso um modelo em relevo e grande destaque da posição do homem ao mesmo tempo autor e ator da história.

Marx tem com isso os elementos necessários para o fim de, como dirigente político, estimular a luta, organiza-la e orientar. Marx como físico é orientado por seus conhecimentos anteriores. E Marx, como político e homem procuram aplicar o conhecimento.

O tema central da filosofia é saber, o desenvolvimento dessa dialética do ser humano. A partir de sua indiferenciação no seio da natureza em que se emparelha com os demais modos e ocorrências com as quais nela coabita, como simples parcela envolvida no conjunto Universal.

O que importa é a delimitação com um mínimo de precisão, é a sistematização, naquilo que é aproveitável. Sistematização se fará consideração metódica do processo em que se centraliza a atividade racional do homem.

O objeto da filosofia seria assim o fato do conhecimento considerado em toda sua amplitude. O que representaria esquematicamente á linha de desenvolvimento teórico do que haveria de ser a filosofia.

CONCLUSÃO

A Filosofia é diferente da ciência e da matemática. Ao contrário da ciência, não assenta em experimentações nem na observação, mas apenas no pensamento. E ao contrário da matemática não tem métodos formais de prova. A filosofia faz-se colocando questões, argumentando, ensaiando idéias e pensando em argumentos possíveis contra elas, procurando saber como funcionam realmente os nossos conceitos. A preocupação fundamental da Filosofia é questionar e compreender idéias muito comuns que usamos todos os dias sem pensar nelas. Um historiador pode perguntar o que aconteceu em determinado tempo no passado, mas um filósofo perguntará: O que é o tempo? Um matemático pode investigar as relações entre os números, mas um filósofo perguntará: O que é o número? Um físico perguntará o que constitui os átomos ou o que explica a gravidade, mas um filósofo irá perguntar: Como podemos saber que existe qualquer coisa fora das nossas mentes? Qualquer pessoa pode perguntar se entrar num cinema sem pagar está errado, mas um filósofo perguntará: O que o torna uma ação boa ou má?

Não poderíamos viver sem tomar como garantidas as idéias de tempo, número, conhecimento, linguagem, bem e mal, a maior parte do tempo, mas em filosofia investigamos estas mesmas coisas. O objetivo é levar o conhecimento do mundo e de nós um pouco mais longe e isto não é fácil. Quanto mais básicas são as idéias que tentamos investigar, menos instrumentos têm para nos ajudar. Não há muitas coisas que possamos assumir como verdadeiras ou tomar como garantidas. Por isso, a filosofia é uma atividade que de certa forma perturba a razão e poucos dos seus resultados ficam por desafiar por muito tempo.

Observou-se neste livro que filosofia é uma modalidade de conhecimento e há diferença entre conhecimento científico e conhecimento filosófico. Foram observadas também as diferentes interpretações dos filósofos da Grécia antiga e dos grandes Pensadores de toda a história da humanidade como Descartes, Hegel e Karl Marx.

Conceituar a Filosofia é pensar continuamente no ato dinâmico da reflexão, auto-reflexão e originalidade de surpreender-se diante do imprevisto, do inexplicável. No dia em que algum

Pensador desvendar o segredo do conceito de Filosofia, este terá destruído a idéia que nutre o homem durante séculos, pois o pensar filosófico é inerente ao ser humano e defini-la através de conceitos seria aprisionar a própria capacidade do pensar em limites que impossibilitariam a invenção de novos e reflexão de antigos conceitos e idéias.

Referencias bibliográficas:

JUNIOR Caio Prado: O que é filosofia. São Paulo: Brasiliense, 28º reimpressão.

domingo, 7 de novembro de 2010

Como controlar a ansiedade com soluções naturais

Incluir chás, peixes e minerais na dieta pode deixar você calminha e acabar definitivamente com a ansiedade


As notas das crianças na escola têm tirado seu sono? Você não sabe se quanto tempo continuará no emprego? Não sabe quem convidar para o aniversário? Respire fundo. Ficar ansiosa é perfeitamente normal, mas, se os contratempos diários passam a afetar sua saúde, é preciso tomar uma atitude. Ninguém merece sofrer de gastrite, insônia ou memória ruim!

Fique mais calma com...

Flor de maracujá

Como?

Tome duas xícaras de chá da flor por dia.
Por quê?
A flor do maracujá aumenta os níveis de ácido gama-aminobutírico, neurotransmissor que funciona como calmante.

Camomila

Como?
Beba duas xícaras de chá da erva por dia.
Por quê?
A camomila estimula a atividade cerebral, reduzindo a negatividade em pessoas com transtorno de ansiedade.

Magnésio

Como?
Consuma mais leite, nozes, frutas, amêndoas, vegetais e cereais em grãos. Também vale apelar ao suplemento (vendido em lojas especializadas).
Por quê?
A falta de magnésio no organismo provoca insônia, estresse e palpitações cardíacas.
Dica!
Como o nutriente costuma causar sonolência, é melhor tomar o suplemento perto da hora de deitar.

Peixe

Como?
Coma peixes ricos em ômega-3 (atum, salmão, cavala, arenque, bacalhau, sardinha) três vezes por semana.
Por quê?
Além de fazer bem para o coração, os ácidos graxos ômega-3 ajudam a liberar serotonina, substância responsável pela sensação de bem-estar.

Procure evitar...

Bebidas cafeinadas
Elas aceleram o sistema nervoso, dão ansiedade!

Comidas muito salgadas
Sal em excesso obriga o corpo a eliminar potássio, mineral essencial para manter o sistema nervoso funcionando certinho.

Televisão
É comprovado: quem se exercita pelo menos 15 minutos diariamente melhora muito o humor.

sábado, 23 de outubro de 2010

Ser gentil melhora o humor

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Guia da gentileza

Ser gentil melhora o humor, aumenta a autoestima e até contribui para uma vida mais saudável

por Juliana Parente

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Conteúdo do site ANAMARIA
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Destaque da Matéria

Seja gentil e, consequentemente, feliz!
Foto: Getty Images

Pessoas gentis são mais saudáveis e vivem mais, são mais amadas e produtivas, têm mais sucesso nos negócios e são mais felizes do que as outras.

Em outras palavras, são mais fortes e propensas a levar uma vida muito mais interessante e gratificante do que aquelas que não têm essa característica. O veredicto é do psicoterapeuta italiano Piero Ferrucci, autor do livro "A Arte da Gentileza" (Editora Alegro).

No livro, é listada uma série de justificativas que atentam para a importância da cordialidade na construção de um dia a dia mais tranquilo, prazeroso e, até mesmo, mais saudável.

Vacina contra a insegurança

Segundo o autor, manter um relacionamento amigável com as outras pessoas é um poderoso antídoto contra a angústia e a insegurança. A ideia é que, ao tratar bem aqueles que estão por perto, você conquista a todos e, portanto, passa a não ter necessidade de esconder seus sentimentos ou ficar apreensiva quando algo lhe incomoda.

Banco de energia

Sendo gentil, você acaba tendo mais disposição para se empenhar em tarefas que realmente lhe dão prazer. Isso porque, ao se preocupar com o bem do próximo, você dificilmente acumula ressentimentos ou precisa perder tempo, defendendo-se de intrigas. A decorrência disso é um temperamento rotineiramente bem-humorado.

Destaque da Matéria

Promova o clima de acolhimento
Foto: Getty Images

Mais resultados

Num ambiente afável, a tendência é que haja cooperação para resolver os problemas mais rapidamente. "Se há um clima de acolhimento, a inibição perde o sentido. As pessoas não precisam se travar diante do outro, que é visto como um parceiro", diz a psicóloga Sonia Touro, professora do Instituto Sedes Sapientiae, em São Paulo.

Filhos independentes

Um lar cheio de calor humano favorece o desenvolvimento de uma personalidade mais autônoma entre os pequenos. Graças ao carinho dos pais, eles se sentem seguros para tomar decisões. A lógica é que, se errarem, certamente poderão contar com o apoio da família. Um estudo feito em Harvard mostrou que 25% dos filhos de pais afetuosos tendem a desenvolver alguma doença grave, contra 87% daquele que cresceram num ambiente onde reinavam a impaciência e a agressividade.

Criatividade em alta

Dedicando-se ao próximo, você acaba conquistando amizades sinceras. Isso contribui para que as pessoas se sintam mais soltas e exponham suas idéias sem receio de ser ridicularizadas. Resultado: mentes audaciosas e um manancial de soluções práticas surgindo a todo instante. "Com paciência e carinho, qualquer problema é resolvido com mais facilidade. As pessoas trabalham com prazer e muito mais motivação", comenta Sonia.

Autodescoberta

Ser gentil ainda é um atalho em direção ao que existe de mais pessoal dentro de cada um. À medida que você se identifica com o sofrimento e as necessidades do próximo, tem a chance de expressar seus sentimentos mais nobres e descobrir que a bondade e a tolerância podem encontrar muito abrigo numa só pessoa. Sem dúvida, sua autoestima agradece.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

dj MURA LINDO TRABALHO




DJ não é mais simplesmente DJ.
Especialidades e categorias técnicas.
Assim como aconteceu com a medicina, direito, engenharia, informática e muitas outras profissões, ao longo dos anos devido ao crescimento no volume de informações provocado pela evolução natural, elas se dividiram em várias especialidades. O que facilitou os estudos, pesquisas e até na compreensão da própria profissão. Muitos não aceitam estas classificações, porém elas são de extrema importância para organização compreensão e desenvolvimento de cada especialidade e de um todo. O DJ pode ser classificado de diversas formas, quanto a música (estilo, ritmo e gênero que toca), quanto ao equipamento utilizado e a técnica de cada um. Tanto para o DJ, produtor, músico ou quanto qualquer outra área profissional inclusive esportes, cada uma das especialidades técnicas, depende de diversos fatores, dentre eles, as características pessoais, personalidade e habilidades naturais que cada um tem ou que adquirem tecnicamente durante o aprendizado da artes, ciência de um esporte, profissão ou hobbie. Para muitos, DJ pode até parecer que é tudo a mesma coisa, porém existem várias especialidades, e apesar de todas terem a mesma base e muito em comum, tecnicamente existem diferenças, particularidades significantes entre as várias especialidades. Além das diferenças culturais e técnicas, até as ferramentas / equipamentos e a forma de utilizar / aplicar podem ser completamente diferente, de uma especialidade para outra. Conhecer, compreender e/ou dominar as particularidades das especialidades de uma profissão pode fazer a diferença quanto a ser um simples profissional ou ser bom de verdade. DJ é uma profissão extremamente inteligente e exige muito do profissional. Muitas habilidades naturais (intelectuais, emocionais e/ou físicas) requeridas e trabalhadas na maioria das especialidades dos DJs são também requeridas em profissões, esportes, hobbies e artes em geral. Uma ou mais habilidades podem ser importadas ou exportadas de uma profissão e/ou especialidade para outra. Algumas especialidades dos DJs usam habilidades intelectuais, emocionais e físicas que em outras são menos requeridas ou até indiferentes. Muitas destas habilidades não são desenvolvidas da noite para o dia, precisam ser lapidadas e podendo levar dias, meses e algumas, até anos. Hoje em dia (e para futuro) é muita pretensão uma só pessoa conhecer tudo a fundo, estar sempre atualizada, saber todas as técnicas, e estar sempre as aplicando com eficiência e qualidade, sem dedicar muitos anos em estudo, pesquisas e análises. Um DJ pode não dominar todas as técnicas, mas poderá ter mais de uma especialidade. Porém quanto maior o número de especialidades, maior será o investimento em tempo e dinheiro necessário para se atualizar, principalmente se as especialidades escolhidas forem muito distintas. Hoje muitos tentam exercer várias especialidades sem ter se preparado de forma correta e acabam não sendo tão bom como seriam se, se dedicassem a apenas uma que mais tenha a ver com suas habilidades e talentos naturais. Após muitos anos de estudos, prática e completo domínio de uma especialidade, ficará mais fácil migrar para outra importando o conhecimento, cultura, técnicas e conceitos adquiridos, acrescentando apenas as particularidades da nova especialidade. Com a organização, classificação e dividindo em especialidades uma área profissional, todos, os profissionais, o mercado e o público serão beneficiados. Dentre os vários benefícios, um será muito importante para muitos: ficará mais fácil analisar, julgar e definir o DJ bom, por especialidade e categoria, minimizando a injustiça promovida principalmente por concursos e pela mídia, ao declarar que alguém é o melhor DJ do mundo, generalizando, sendo que tem outros tão bons quanto, mas em outras especialidades. E lembre-se que existe uma grande diferença entre ser bom e ser famoso. Existem muitos profissionais famosos que não são tão bons, e muitos profissionais excelentes que não são famosos, por diversos motivos, e um deles, é por não saber vender seu produto: seus conhecimentos e habilidades.

domingo, 17 de outubro de 2010

ESPELHO DO OLHAR


Por favor não fale agora o que sentes, nem tente se enganar.

O silêncio diz a verdade , que não queremos encarar,

é o espelho do seu olhar, é sua imagem da alma

a experiência da sua vida .

Assim , não te enganas e nem enganas a mim.

Seu silêncio melhor revela,

tudo aquilo , que não tens coragem de falar ...

eu bem leio o Adeus em seu olhar....

domingo, 3 de outubro de 2010

FENG SHUI


Feng Shui (pronuncia-se fong-suei) é uma técnica, ciência e arte de origem chinesa com mais de 3.000 anos de utilização. Na China antiga era reconhecida pelo governo imperial e utilizada apenas por imperadores e pela elite. A transmissão do conhecimento se dava, na maioria das vezes, através de poemas que tinham que ser decorados. O conhecimento era passado de geração em geração apenas para os escolhidos, na maior parte das vezes verbalmente, pois era considerado uma assunto muito importante e delicado para ser impresso. Alguém fora da elite, que tivesse acesso a manuscritos ou discordasse do Feng Shui, era severamente punido.
O Feng Shui chegou ao Ocidente no final do século XIX, pelas mãos de imigrantes chineses e de estrangeiros que visitaram a China. Escritores europeus no final do século, teciam suas críticas e questionamentos sobre a técnica, contribuindo com isso para a divulgação da prática no Ocidente.
O primeiro manuscrito específico de Feng Shui que se conhece é de Ernest J. Eitel, editado em 1873, em Londres, com o título de “Feng Shui - A Ciência do paisagismo sagrado na China antiga” encontrado até hoje nas livrarias, inclusive no Brasil.
A base do Feng Shui vem do Tao, da unidade dos opostos (Yin e Yang) e do I Ching. O Tao pode ser considerado como o caminho natural, o equilíbrio entre o Universo e o homem, onde homem e universo unem-se e influenciam-se mutuamente, integrando-se no todo.
Do Yin e Yang, as duas forças complementares e opostas que juntas criam o equilíbrio harmonioso do universo, surge o Tao.
Yin é escuro, passivo; Yang é claro e ativo
. São dependentes um do outro, sem a escuridão não conheceríamos a luz, sem o frio não saberíamos o que é quente, sem morte, não há vida. Um está contido no outro, e unidos são a harmonia, o Tao.
Baseados nessas concepções surge o Feng Shui, que visa equilibrar os opostos e criar harmonia no ambiente em que vivemos. Corpo, mente e espírito na filosofia oriental são interligados e tem conexão com o meio em que se vive.
O que está dentro está fora, assim como o que está fora (no ambiente) está dentro (em nós) também. Se a casa está desorganizada, provavelmente nossas emoções ou objetivos também estão.
Feng Shui significa literalmente Feng (vento) Shui (água), pela filosofia chinesa, esta sabedoria recebeu esta denominação porque o vento não se pode compreender e a água não se pode agarrar. Esses dois elementos, tanto podem ser benéficos como perigosos. No caso do vento é a diferença entre uma brisa e um vendaval, e no caso da água é a diferença entre uma fonte e uma enxurrada. Neste momento é que entra o equilíbrio Yin e Yang, utilizando estas forças de forma harmônica a nosso favor. Feng Shui é considerado também a sabedoria do bom senso.
No planeta existe uma energia vital (chi) que corre através de canais invisíveis ou meridianos, também chamados veias do dragão (longmai). Quando esta energia não circula adequadamente causa danos ao ambiente e aos seres que nele vivem, tornando-se energia estagnada ou acelerada (sha). O chi produz equilíbrio através do movimento harmônico, linhas suaves, sinuosas e movimento moderado atraem o chi.
Este é o mais importante conceito do Feng Shui, pois o chi, considerado também sopro vital, prana, kundalini é o que dá vida ao universo. Recebemos ao nascer esta energia que permanecerá conosco até a morte quando voltará ao universo.

O chi está presente em todos os lugares em maior ou menor escala.

Existem várias escolas de Feng Shui, entre elas estas são as com que trabalho:

Escola da Forma: que usa a observação da área externa construção, encontrando o que chamamos de dragão, tigre, fênix, tartaruga e serpente. Ou seja elementos externos à casa podem influenciar positiva ou negativamente o interior das residências. Podemos avaliar os efeitos do Sha Ch'i ou Sheng Ch'i e conduzirmos melhor essas energias para agirem só com positivismo aos moradores.

Escola do Chapéu Negro ou do Budismo Tântrico Tibetano: que é atualmente a mais conhecida, fala dos "cantinhos" da casa, foi criada em 1975 nos EUA por um professor chamado Lin Yun. Esta escola é simplificada, não usa a bússola e trata todas as construções de forma igual, como se a energia entrasse sempre pela porta de entrada. O que na minha opinião é um erro, pois cada construção tem uma direção cardeal e posição solar completamente diferente, os "remédios" usados em cada casa podem ser inúmeros, levando em conta a direção da bússola e a data de nascimento dos moradores. Os trigramas do I Ching são utilizados pela Escola Tibetana para determinar as oito áreas ou etapas de nossa vida. A colocação do Bá-guá em um cômodo ou na planta inteira da casa ou terreno, nos fará reconhecer quais os objetos estão, ou deverão ser colocados em cada área para poder intensificá-las. Vale ressaltar que esta escola não leva em consideração os pontos cardeais e considera que todas as casas possuem a entrada de energia no mesmo trigrama.

Escola da Bazhai ou Pachai; utiliza a bússola e divide a casa em 8 pontos cardeais, é muito utilizada no ocidente, pois é mais simples de aplicar, não leva em conta a data de construção da residência. Pela Escola da Bússola (Bazhai) os Trigramas do I Ching representam 8 Palácios, que são descobertos através da utilização de tabelas. Após encontrarmos o ponto cardeal correspondente à direção da face conseguimos posicionar as 4 áreas favoráveis e as 4 áreas desfavoráveis existentes na residência. Cada um dos oito lados indica uma direção da bússola, e cada direção relaciona-se com um dos trigramas do I Ching. Falaremos mais adiante mais sobre essa escola.

Escola San Yuan Xuan Kong Fei Xing: É a escola do Tempo e do Espaço, utiliza a bússola, mas separa os pontos cardeais em 24 energias e não em 8, como no caso da escola Bazhai. Esta escola usa a bússola e a data de construção da residência, trata das emanações do céu e dos planetas, relacionadas também aos pontos cardeais. Algumas emanações desta escola vão mudando ano a ano, facilitando ou dificultando a vida dos que residem ou trabalham no local. É considerada a escola de feng shui mais completa, pois cria maior conhecimento da energia de cada casa com o passar dos anos.

É importante ressaltar que a base de todas estas Escolas é a mesma, todas originam-se dos 8 trigramas básicos do I CHING, que também é conhecido como Livro das Mutações.
(pronuncia-se fong-suei) é uma técnica, ciência e arte de origem chinesa com mais de 3.000 anos de utilização. Na China antiga era reconhecida pelo governo imperial e utilizada apenas por imperadores e pela elite. A transmissão do conhecimento se dava, na maioria das vezes, através de poemas que tinham que ser decorados. O conhecimento era passado de geração em geração apenas para os escolhidos, na maior parte das vezes verbalmente, pois era considerado uma assunto muito importante e delicado para ser impresso. Alguém fora da elite, que tivesse acesso a manuscritos ou discordasse do Feng Shui, era severamente punido.
O Feng Shui chegou ao Ocidente no final do século XIX, pelas mãos de imigrantes chineses e de estrangeiros que visitaram a China. Escritores europeus no final do século, teciam suas críticas e questionamentos sobre a técnica, contribuindo com isso para a divulgação da prática no Ocidente.
O primeiro manuscrito específico de Feng Shui que se conhece é de Ernest J. Eitel, editado em 1873, em Londres, com o título de “Feng Shui - A Ciência do paisagismo sagrado na China antiga” encontrado até hoje nas livrarias, inclusive no Brasil.
A base do Feng Shui vem do Tao, da unidade dos opostos (Yin e Yang) e do I Ching. O Tao pode ser considerado como o caminho natural, o equilíbrio entre o Universo e o homem, onde homem e universo unem-se e influenciam-se mutuamente, integrando-se no todo.
Do Yin e Yang, as duas forças complementares e opostas que juntas criam o equilíbrio harmonioso do universo, surge o Tao.
Yin é escuro, passivo; Yang é claro e ativo
. São dependentes um do outro, sem a escuridão não conheceríamos a luz, sem o frio não saberíamos o que é quente, sem morte, não há vida. Um está contido no outro, e unidos são a harmonia, o Tao.
Baseados nessas concepções surge o Feng Shui, que visa equilibrar os opostos e criar harmonia no ambiente em que vivemos. Corpo, mente e espírito na filosofia oriental são interligados e tem conexão com o meio em que se vive.
O que está dentro está fora, assim como o que está fora (no ambiente) está dentro (em nós) também. Se a casa está desorganizada, provavelmente nossas emoções ou objetivos também estão.
Feng Shui significa literalmente Feng (vento) Shui (água), pela filosofia chinesa, esta sabedoria recebeu esta denominação porque o vento não se pode compreender e a água não se pode agarrar. Esses dois elementos, tanto podem ser benéficos como perigosos. No caso do vento é a diferença entre uma brisa e um vendaval, e no caso da água é a diferença entre uma fonte e uma enxurrada. Neste momento é que entra o equilíbrio Yin e Yang, utilizando estas forças de forma harmônica a nosso favor. Feng Shui é considerado também a sabedoria do bom senso.
No planeta existe uma energia vital (chi) que corre através de canais invisíveis ou meridianos, também chamados veias do dragão (longmai). Quando esta energia não circula adequadamente causa danos ao ambiente e aos seres que nele vivem, tornando-se energia estagnada ou acelerada (sha). O chi produz equilíbrio através do movimento harmônico, linhas suaves, sinuosas e movimento moderado atraem o chi.
Este é o mais importante conceito do Feng Shui, pois o chi, considerado também sopro vital, prana, kundalini é o que dá vida ao universo. Recebemos ao nascer esta energia que permanecerá conosco até a morte quando voltará ao universo.

O chi está presente em todos os lugares em maior ou menor escala.

Existem várias escolas de Feng Shui, entre elas estas são as com que trabalho:

Escola da Forma: que usa a observação da área externa construção, encontrando o que chamamos de dragão, tigre, fênix, tartaruga e serpente. Ou seja elementos externos à casa podem influenciar positiva ou negativamente o interior das residências. Podemos avaliar os efeitos do Sha Ch'i ou Sheng Ch'i e conduzirmos melhor essas energias para agirem só com positivismo aos moradores.

Escola do Chapéu Negro ou do Budismo Tântrico Tibetano: que é atualmente a mais conhecida, fala dos "cantinhos" da casa, foi criada em 1975 nos EUA por um professor chamado Lin Yun. Esta escola é simplificada, não usa a bússola e trata todas as construções de forma igual, como se a energia entrasse sempre pela porta de entrada. O que na minha opinião é um erro, pois cada construção tem uma direção cardeal e posição solar completamente diferente, os "remédios" usados em cada casa podem ser inúmeros, levando em conta a direção da bússola e a data de nascimento dos moradores. Os trigramas do I Ching são utilizados pela Escola Tibetana para determinar as oito áreas ou etapas de nossa vida. A colocação do Bá-guá em um cômodo ou na planta inteira da casa ou terreno, nos fará reconhecer quais os objetos estão, ou deverão ser colocados em cada área para poder intensificá-las. Vale ressaltar que esta escola não leva em consideração os pontos cardeais e considera que todas as casas possuem a entrada de energia no mesmo trigrama.

Escola da Bazhai ou Pachai; utiliza a bússola e divide a casa em 8 pontos cardeais, é muito utilizada no ocidente, pois é mais simples de aplicar, não leva em conta a data de construção da residência. Pela Escola da Bússola (Bazhai) os Trigramas do I Ching representam 8 Palácios, que são descobertos através da utilização de tabelas. Após encontrarmos o ponto cardeal correspondente à direção da face conseguimos posicionar as 4 áreas favoráveis e as 4 áreas desfavoráveis existentes na residência. Cada um dos oito lados indica uma direção da bússola, e cada direção relaciona-se com um dos trigramas do I Ching. Falaremos mais adiante mais sobre essa escola.

Escola San Yuan Xuan Kong Fei Xing: É a escola do Tempo e do Espaço, utiliza a bússola, mas separa os pontos cardeais em 24 energias e não em 8, como no caso da escola Bazhai. Esta escola usa a bússola e a data de construção da residência, trata das emanações do céu e dos planetas, relacionadas também aos pontos cardeais. Algumas emanações desta escola vão mudando ano a ano, facilitando ou dificultando a vida dos que residem ou trabalham no local. É considerada a escola de feng shui mais completa, pois cria maior conhecimento da energia de cada casa com o passar dos anos.

É importante ressaltar que a base de todas estas Escolas é a mesma, todas originam-se dos 8 trigramas básicos do I CHING, que também é conhecido como Livro das Mutações.

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